Fanzines

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Nos finais dos anos setenta início de oitenta, fruto de uma série de circunstâncias como a ausência de espaços de publicação para autores jovens e o aparecimento a preços acessíveis da reprodução por fotocópias, surgiram publicações auto-editadas intituladas – fanzines. Maravilhado, vejo hoje no Youtube documentários sobre países como Espanha ou Brasil, onde explodiram movimentos semelhantes (com outra dimensão) exatamente na mesma altura. 

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No que me diz respeito tudo começou no liceu de Queluz, e nos poucos exemplares que guardei lá está a morada da casa dos meus pais (e até o número de telefone), os números eram impressos na Faculdade de Ciências e vendidos a 5 escudos aos colegas de escola. Mas o verdadeiro salto veio quando conheci Geraldes Lino e o seu Clube Português de banda-desenhada, um verdadeiro dínamo deste movimento fanzineiro e que estabelecia contactos com outros autores e permitia conjugar esforços. Tínhamos reuniões à noite num andar dum prédio em Benfica, e em baixo numa livraria chamada Codilivro vendíamos e fazíamos exposições dos nossos trabalhos. 
Relembro também de uma  Feira do Livro em Lisboa, onde acabámos a  fugir da polícia que nos considerava extremamente perigosos, ou simplesmente bizarros.
 Em género de cadavre-exquis cada autor recebia uma página e acrescentava outra.
francisco lanca
 Brincadeiras gráficas com a degradação de imagem em fotocópia.
francisco lanca
 Aqui o próprio Geraldes Lino numa fotografia da época, a paciência deste homem.
francisco lanca
 Palhaços é o que nós somos - Tinta-da-china em papel couché.
francisco lanca
 Reflexos - Tinta-da-china e grafite.
francisco lanca

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 Na altura assinava como Chico Lança.
francisco lanca
 Tinta-da-china em papel de arquitecto. Teria provavelmente texto que se perdeu, assim como a publicação onde foi impresso.
francisco lanca

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 Era uma altura de exploração e raramente surge o mesmo estilo.
francisco lanca
 O político (e a expressão corporal) - teatro trágico.
francisco lanca

francisco lanca

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 A tecnologia, muito antes da informática.
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Conforme encontrar material irei colocando aqui.
fanzines portugal

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Em 1984 devido a um acidente de moto vi-me obrigado a ficar três meses “de molho”, o resultado foram estas pranchas que nunca seriam publicadas, outros motivos de interesse nomeadamente o cinema de animação absorveram-me completamente e a banda-desenhada tornou-se residual, ou transformou-se em novela gráfica como “Raizes” impressa em formato A3 em serigrafia a 3 cores em 1999.
Some of the works published in fanzines between 1978 and 1984.
In 1984 due to a motorcycle accident I was forced to stay three months in bed, the result was these comics never published, my attention was completely absorbed by animation and the comic strip was almost forgotten, or turned into graphic novels as "Roots" printed in A3 format silkscreen 3 colors printing in 1999.


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